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ONG Shipbreaking e o rumo do Navio-irmã de Clemenceau

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Os tribunais franceses pararam a demolição do porta-aviões carregado de amianto Clemenceau na praia de Alang, na Índia. Quinze anos depois, a França enfrenta uma segunda dor de cabeça tóxica: o navio irmão do Clemenceau, São Paulo (ex Foch), será desmontado em breve e o governo francês deve aprovar o destino do desmantelamento.


O navio foi vendido pela Marinha Francesa para o Brasil em 2000, onde se tornou o novo navio almirante da Marinha do Brasil. Após incontáveis ​​problemas de manutenção, que impediram a operação do navio por mais de três meses por vez, foi formalmente desativado. Seu leilão começou no ano passado, no Rio de Janeiro. Até agora, as instalações de reciclagem de navios aprovadas pela UE e os desmanches localizados na famosa praia de Alang enviaram documentação para participar do processo de licitação.



O São Paulo, assim como o Clemenceau, contém grandes quantidades de substâncias perigosas em sua estrutura. Estima-se que a bordo do navio existam aproximadamente 900 toneladas de materiais contendo amianto, centenas de toneladas de materiais contendo PCB (Polychlorinated Biphenyls) e grandes quantidades de metais pesados. A ONG Plataforma de desmanche de Navios, BAN, BAN Asbestos France, IBAS e ABREA já alertaram as autoridades brasileiras e francesas sobre os riscos legais, ambientais e de saúde associados à quebra de navios tóxicos nas praias do sul da Ásia.


“As grandes quantidades de amianto ainda a bordo de São Paulo precisam ser manuseadas e descartadas sem expor trabalhadores e comunidades do entorno ao risco de câncer. A cláusula contratual na venda do Foch ao Brasil dá à França a última palavra em que o porta-aviões pode ser desmontado. As autoridades francesas devem direcionar o navio irmão do Clemenceau para uma instalação aprovada pela UE - qualquer outra coisa seria um escândalo”. Disse Annie Thebaud-Mony - Professora - Ban Asbestos França

Nas praias de quebra de navios do sul da Ásia, é impossível conter poluentes, incluindo metais pesados ​​e resíduos de óleo, pois não há estruturas e pisos impermeáveis ​​na zona de corte primário. A falta de equipamento de proteção individual adequado nos pátios da praia, bem como a falta de instalações de saúde adequadas, é motivo de grande preocupação e tem sido destacada em relatórios recentes.


As ONGs pedem às autoridades brasileiras e francesas que garantam que São Paulo não acabe em uma praia do sul da Ásia e seja reciclado com segurança em um pátio listado na UE ou convertido para outro uso.


Source: https://www.marineinsight.com/shipping-news/ngo-shipbreaking-clemenceaus-sister-ship-heading-for-scrapyard-at-alang/amp/

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